16 setembro 2006

 

Xeque-Mate - Paul McGuigan




Um dos motivos principais para a existência desse site não é a crítica em si. Não falamos de qualquer filme por falar do filme, nós temos que seguir uma lógica, senão não faz sentido um site que fala de filmes novos e antigos da mesma maneira e nem sequer explica o critério de seleção. Bom, eu acredito que nosso critério seja nosso gosto pessoal, mas isso é de um egocentrismo assustador, então por isso temos um outro critério, o filme tem que se encaixar nessas três categorias: Os melhores filmes que ninguém viu; filmes injustamente massacrados e filmes que dividem as pessoas entre gosto e não gosto, sem a opção de um mais ou menos no meio. Dentre esses três Xeque Mate cai no primeiro e no ultimo quesito.

Ele é (sinto muito, nesse momento que ele acabou de estrear ele vai ser, se você for ler ele daqui uns meses pode ver se eu acertei ou não) um dos melhores filmes que ninguém viu (ou vai ver) exatamente por que ele foge de tudo que se vê nos filmes, e ele vai dividir as pessoas entre as que gostam e não gostam pela narrativa que não se preocupa em tomar o tempo necessário para explicar bem a história, sendo que apesar disso o espectador nunca se sente como se tivessem o confundindo com uma pessoa ignorante. É só que a história só é explicada nessas pausas, que servem para encaixar as peças desse maravilhoso quebra cabeça que nos é colocado.
Exatamente o fato de ter que explicar a história a todo o momento que faz esse filme diferente. O espectador, acostumado com a explicação durante toda a projeção no começo se sente confuso com a narrativa, e quando estamos para chegar ao limite do desconforto aparece um personagem e nos explica um pouco da história. História essa por sinal, que deve ser lida o mínimo possível antes do filme. É verdade, o quanto menos você souber melhor para você. Isso por que, novamente ao contrário dos clichês padrão no cinema, todo e qualquer espectador na sala sabe qual é o final da história, o que é interessante notar é que ninguém faz idéia do caminho que vai ser percorrido, o que transforma o filme em um emaranhado de surpresas que nem de longe chegam a envolver traições elaboradas e pistas plantadas para nos tirar do rumo certo.

O mínimo que se deve saber é, Slevin (Josh Hartnett) foi visitar um amigo procurado por um chefão do crime chamado o Chefe (Morgan Freeman) e acabou sendo levado no lugar do amigo, já que esse não se encontrava em casa. O Chefe tem um inimigo, o Rabino (Ben Kingsley) que também confunde Slevin com Nick, o seu amigo que não estava em casa. Enquanto isso um detetive da polícia (Stanley Tucci) tenta descobrir quem que o Slevin é, já que ele se encontra com os maiores criminosos da cidade, ao mesmo tempo em que chega um Assassino de Aluguel (Bruce Willis) conhecido por ser um dos melhores do ramo. Entre todas essas figuras, Slevin conhece Lindsey (Lucy Liu) a vizinha da frente de Nick e a garota da história. Dentre banhos de sangue esporádicos (como, por exemplo, nos 10 primeiros minutos do filme) existe uma grande história que todo o elenco soube criar com maestria, sem exceções nas maravilhosas interpretações, principalmente da Lucy Liu.

Essa história pode não parecer muito, mas é o suficiente para te manter interessado. Isso é, até as explicações começarem. E não se preocupe com o fato de que você pode ver o que vai acontecer horas antes de realmente acontecer, isso parecer estar bem dentro do que o diretor queria, a única diferença é que quando você chegar no que tinha previsto o caminho percorrido já fez a parte dele, e você vai sair impressionado.

By Pato

Ps: Os títulos em inglês e em português são completamente diferentes, mas mesmo assim servem para criar mais um momento de descoberta durante o filme, o título em inglês parece que apenas um trocadilho, mas é mais do que isso e o em português funciona praticamente da mesma maneira, mas no caso prova que o título é mais do que uma referencia visual. Outra coisa é o aparecimento de Danny Aiello em uma grande produção, eu sou fã desse ator e adoro todas as suas atuações, é um pequeno papel, mas não dá pra deixar de notar a maestria com o qual ele faz um bandido que não quer ver as pessoas se ferrando.

TRAILER


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