27 junho 2008

 

Resenhas Atômicas

Você quer saber um pouco e eu não quero falar muito.


Juno - Jason Reitman

Ellen Page ... Juno MacGuff

Michael Cera ... Paulie Bleeker

Jennifer Garner ... Vanessa Loring

Jason Bateman ... Mark Loring

Allison Janney ... Bren MacGuff

J.K. Simmons ... Mac MacGuff


Juno é o tipo de filme que quer passar uma sensação boa no seu final. Admitidamente sarcastisco e com uma premissa um pouco politicamente incorreta, o filme acompanha a história de Juno, uma adolescente que engravida do namorado e precisa lidar com essa situação, já que não vai ter condições de cuidar do bebe. Partindo desse ponto ela entra em contato com um casal que quer adotar uma criança, pois a mulher não pode ter filhos. O mais interessante são as atuações, todos estão ótimos, mas Ellen Page soa meio fora de esquadro como uma adolescente que descobre que está gravida e não dá a mínima importancia a isso; por outro lado, Jennifer Garner, uma atriz que eu não dou nada por ela normalmente, está muito bem como uma mulher que tem tudo na vida, menos uma vida em si.

Com um final bonito e que conseguiu resgatar meu apreço pela personagem príncipal, Juno é um filme que tem que ser visto. Nem que seja pra descobrir por que ganhou o Oscar de melhor roteiro.




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No Vale das Sombras - Paul Haggis

Tommy Lee Jones ... Hank Deerfield

Charlize Theron ... Det. Emily Sanders

Jason Patric ... Lt. Kirklander

Susan Sarandon ... Joan Deerfield

James Franco ... Sgt. Dan Carnelli

Josh Brolin ... Chief Buchwald


Tenho que dizer que no meio de No Vale das Sombras, eu comecei a planejar uma resenha para esse filme, mas quando chegou o final eu percebi que nunca consiguiria escrever a resenha pois todas as minhas idéias e planos estavam baseados anquilo que eu achava que seria o final do filme. No Vale das Sombras se torna um filme extremamente interessante por isso, acompanhamos u

m pai que tenta descobrir quem matou o seu filho e junto com eles vamos descobrindo pedaços de informações que as vezes levam a algum lugar as vezes a lugar nenhum. Mas o mais interessante não é isso, é que descobrirmos tudo juntamente com o protagonista, investigamos com ele, analisamos com ele, julgamos pistas importantes juntamente com ele e descartamos informações com ele, fazemos isso inconcientemente, o que nos coloca em uma posição muito delicada; a de seres humanos.

Com atuações compententes e um elenco composto por grandes estrelas o filme não deixa a desejar em momento algum. Talvez só no final que quase com certeza não vai ser o que você estava imaginando.




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Miami Vice - Michael Mann

Colin Farrell ... Sonny Crockett

Jamie Foxx ... Ricardo Tubbs

Li Gong ... Isabella (as Gong Li)

Barry Shabaka Henley ... Castillo

Luis Tosar ... Montoya

Ciarán Hinds ... FBI Agent Fujima

John Ortiz ... Jose Yero

Vamos começar por três pontos muito importantes: 1) Nunca assisti a série Miami Vice na TV; 2) Nunca gostei do Colin Farrell (Apesar de gostar muito do resto do elenco) e 3) Achei que Miami Vice ia ser Bad Boys 2 tudo de novo.

Tenho que adimitir então que para minha grata surpresa, Miami Vice me fez perceber três outras coisas: 1) A série de TV que se dane; 2) Colin Farrell se deu bem com o personagem para nosso alivio (e o resto do elenco nem se fala) e 3) Bad Boys 2 é uma bosta, Miami Vice é muito bom.

Brincadeiras a parte Miami Vice é um filme com uma estrutura dificil, onde o limite do que os mocinhos podem fazer (ou querem fazer) para pegar os bandidos muda o tempo todo; onde as pessoas de confiança mudam toda hora; e onde as vezes é necessário desistir de um objetivo em prol de outro maior.

Com um ação animadora (mesmo com uns momentos mais parados) Miami Vice é um filme que pode desagradar aqueles que querem algo mais Fast Food, mas com certeza vai ficar na memória de quem curte um bom cinema.




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Fim dos Tempos - M. Night Shyamalan

Mark Wahlberg ... Elliot Moore

Zooey Deschanel ... Alma Moore

John Leguizamo ... Julian

Ashlyn Sanchez ... Jess

Betty Buckley ... Mrs. Jones

Spencer Breslin ... Josh


M. Night etc. começou muito bem sua carreira. Logo entre seus primeiros filmes estava O Sexto Sentido, um filme extremamente inteligente sobre as descobertas das pessoas. O filme tinha muito do sobrenatural (o que se tornou marca em seus filmes) mas era interessantissimo, pois acompanhavamos as angustias dos protagonistas. Nos seus filmes seguintes ele foi piorando seus roteiros até que chegou ao fundo do poço com a Dama da Agua. Acontece que ele não melhorou nada desde seu ultimo filme e que nesse Fim dos tempos ele consegue acabar com uma idéia muito boa. No filme a natureza se revolta e começa a atacar os humanos da unica maneira possivel, fazendo as arvores soltarem algo que faz os humanos ficarem loucos e se matarem, no começo atinge grandes grupos de pessoas, até que grupos menores e menores disparam esse mecanismo de defesa. Interessante não? Pois um dos maiores problemas do filme está aí, esse enredo que deveria ser entregue de uma forma simples, só para criar uma tensão crescente, é explicado de uma forma pseudo-cientifica, só para estragar tudo (só pode ser por isso). Além disso as falas são ruins. Muito ruins. A maior crise que o casal principal tem é o fato da mulher ter comido um Tiramissu com um cara e ele ficar ligando pra ela (se fosse minha namorada que falasse algo assim pra mim, eu iria rir primeiro e perguntar “o que é Tiramissu?” depois). Tirando frases toscas que tiram toda a sua atenção do que é importante, o filme tem seus pontos positivos nas sequencias de morte das pessoas, que mesmo sendo graficas, nunca são fortes demais e nunca exageram. Resumindo, M Night blá blá blá é ruim, mas ainda mata muito bem (os personagens de maneira interessante e sua platéia de tédio).




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20 junho 2008

 

Na roda da Fortuna - Joel & Ethan Coen




Em certo momento do filme na “Roda da Fortuna”, nos deparamos com dois narradores que visualizam uma cena e a descrevem e atuam a fala dos personagens principais (vistos em segundo plano), eles imaginam o que cada um está dizendo ou pensando baseando-se no fato que já viram aquela situação milhares de vezes. É uma cena absurda e hilária, que se utiliza de uma maneira muito incomum para descrever aquilo que seria clichê se fosse rodada normalmente e por diretores inexperientes (ou até experientes).

Na roda da fortuna é todo assim. Do começo até o final vemos maneiras inusitadas de contar uma história que cansamos de ouvir de uma maneira comum (e que admito que deve ter sido divertido da primeira ou segunda vez), todas essas maneiras contadas de forma tão única e genial que ficamos pensando se aquilo é o clichê que já vimos tantas vezes ou não. Outro ótimo exemplo é quando um personagem passa por um momento difícil, e acaba entrando em um bar já bêbado e pedindo uma bebida, só para descobrir que é um bar Beatnik e que só serve sucos.

Todas os atores estão afinadíssimos, Tim Robbins interpreta o jovem Norville Barnes que sai do interior americano e vai tentar a vida em Nova Iorque. Logo vemos que ele não é a pessoa mais inteligente do mundo, e não deve estar nem na média. Mas ele tem um plano, que não consegue explicar pra ninguém, e espera que o plano faça sua carreira subir. Daí encontramos Sidney J. Mussburger (Paul Newman – que deve ter se divertido muito fazendo esse filme) um grande executivo de uma empresa estilo Rockfeller que acabou de perder seu presidente (Charles Durning), que se jogou da janela do ultimo (ou penúltimo) andar do escritório ao descobrir que sua empresa estava fazendo mais dinheiro que seria possível prever.

Mussburger então começa a procurar um novo presidente, o mais idiota possível, para que o pânico dos acionistas faça o preço das ações abaixarem e ele possa comprá-las o mais barato possível. Ao mesmo tempo Norville começa a trabalhar na sessão de correspondência da empresa e pegam ele para entregar uma carta para os executivos (trabalho que todos evitam). Logo, Norville se torna presidente da empresa, e como era de se esperar começa e ser investigado por todos, principalmente por uma jornalista chamada Amy Archer (Jennifer Jason Leigh) que faz o tipo mulher-macho que ganha de qualquer homem na redação.

Agora eu peço um favor. Leia novamente o texto acima e descubra quantos pontos você já viu em outros filmes? Vários, certo? Em um filme comum, com um diretor e um roteirista pouco inspirados, esses elementos seriam banais e corriqueiros, mas em um filme dos Irmãos Cohen todos esses elementos são colocados de uma forma tão inspirada que torna esse filme imperdível. Um filme que deve ser assistido diversas vezes, pois cada vez que ele for assistido ele mostrará uma outra nuance, outro ponto que não havia sido percebido e que dá um tom interessantíssimo a um conto que querendo ou não (clichê ou não) mostram o bom e o ruim do poder, dos negócios e das grandes indústrias.

Pode até parecer exagero, mas olhando bem, olhando de perto, vemos que as políticas de negócios das empresas não se diferem da visão de Mussburger, que querem dinheiro e sucesso a qualquer preço. O poder não é diferente do apresentado no filme também. Logo que chega no topo Norville Barnes muda, se torna diferente, menos cativante mas não menos inocente, as pessoas a sua volta mudam e se aproveitam do seu orgulho adquirido e da sua inocência, e sobem em torno dele jogando-o para baixo.

Esse é um filme com uma moral, não se engane. Ele mesmo por baixo de uma camada de humor e inocência, mostra muito sobre o mundo que nos cerca e sobre as pessoas que vivem nele. Ele não se difere de Onde os Fracos não tem vez no seu objetivo, mas sim no seu conteúdo e no que quer mostrar. É uma maneira mais fácil de encarar uma dura realidade, só que nesse caso com um final feliz.

By Pato

PS: Em certo momento do filme a cena se congela, a cara do Paul Newman mostra a capacidade desse ator, que pode ser vilanesco e extremamente engraçado ao mesmo tempo. Além disso, ficar com aquela cara por um certo tempo deve ser muito difícil.

PPS: Esse filme foi escrito também pelo Sam Raimi (Homem Aranha, Evil Dead)

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Três vezes amor - Adam Brooks




Particularmente falando, eu posso dizer que vivo o romance ideal. Apesar de mudar de pessoa pra pessoa o romance ideal chega a nós pelo menos uma vez na vida, ou pelo menos é o que eu acho. Mas como o romance ideal e o romance real são conceitos totalmente abstratos não era de se estranhar que Hollywood pegasse uma maneira de ver o romance ideal e a copiasse a exaustão. Para resumir essa maneira nada interessante de se ver o romance podemos dizer que funciona sempre da mesma maneira, o garoto conhece a garota, eles se apaixonam ou se odeiam, surge um problema entre eles e eles ficam juntos no final. Pensei em compilar uma lista de filmes que fazem isso mas ia pegar muito espaço.

Então, em uma tarde desocupada, convidei o meu romance ideal para o cinema e sem ter me interessado por nenhuma das opções, escolhi Três vezes amor. Tenho que admitir que não esperava algo muito bom, e me surpreendi. Não é uma comédia romantica que vai agradar a todos, mas com certeza é algo completamente diferente do comum, e muito melhor também.

A história acompanha Will Hayes (Ryan Reynolds), que ao pegar sua filha de 11 anos, Maya Hayes (Abigail Breslin) no colégio descobre que ela teve uma aula de educação sexual. A partir dai ele tem que se explicar por que os homens e mulheres vivem juntos e se separam (já que para ela o amor é eterno), além de ter que explicar o eminente divorcio com a sua atual esposa, mãe da menina. Começando pelo título “Três vezes amor” o filme não se importa em mostrar que sempre que uma pessoa está apaixonada ela acha que sua paixão é sua alma gêmea e que o acompanhará pelo resto de sua vida. Todos fazemos isso por mais tolo que seja, mas não se vê isso nos filmes. Conseqüentemente, para quebrar esse paradigma Will começa explicando à sua filha que relacionamentos “são complicados”.

A partir desse principio, ele resolve provar isso a ela, contado a história de sua vida e principais relacionamentos mudando o nome das envolvidas e pedindo que sua filha tente descobrir entre as três existentes na história, qual se tornou sua mãe. Girando em torno de três mulheres (Emily - Elizabeth Banks, April - Isla Fisher e Summer - Rachel Weisz) a história mostra os encontros e desencontros de relacionamentos comuns, onde uma mulher pode apresentar uma amiga que no futuro rouba o amor de sua vida, onde a traição pode ser perdoada com o tempo, onde você conhece pessoas que lhe encantam mas que um dos dois sempre está comprometido e o relacionamento nunca funciona, ou seja, tantas idas e e vindas e voltas e corta caminhos que acaba por se tornar real, se tornar o que realmente é, se tornar o amor.

Com um elenco competente e com uma atuação maravilhosa de Isla Fisher, ainda podemos ver Kevin Kline como um misógeno professor que não gosta das escolhas de ninguém a sua volta.

Tendo como o pano de fundo político como seu ponto mais fraco o filme se sobressai das comédias românticas habituais e se torna uma pequena peróla em um gênero mais que saturado. Mesmo que somente uma vez, eu recomendo que esse filme seja assistido.


By Pato
Ps: O que mais me chamou a atenção (e muito provavelmente me fez ir assistir esse filme) foi o título em inglês. Defenitely, Maybe é uma expressão de confusão, onde a pessoa diz que definitivamente a resposta é talvez. Também é o nome de um dos maiores álbuns do Oasis, uma banda que por mais que reclamem, eu adoro

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05 junho 2008

 

What did you say?

Eu sei q esse é um Blog de Cinema mas eu ainda estou esperando uma revisão das minhas resenhas então resolvi colocar algo completamente diferente.

Então, como diria o Monthy Python: And now, for something completely different


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