20 junho 2008

 

Três vezes amor - Adam Brooks




Particularmente falando, eu posso dizer que vivo o romance ideal. Apesar de mudar de pessoa pra pessoa o romance ideal chega a nós pelo menos uma vez na vida, ou pelo menos é o que eu acho. Mas como o romance ideal e o romance real são conceitos totalmente abstratos não era de se estranhar que Hollywood pegasse uma maneira de ver o romance ideal e a copiasse a exaustão. Para resumir essa maneira nada interessante de se ver o romance podemos dizer que funciona sempre da mesma maneira, o garoto conhece a garota, eles se apaixonam ou se odeiam, surge um problema entre eles e eles ficam juntos no final. Pensei em compilar uma lista de filmes que fazem isso mas ia pegar muito espaço.

Então, em uma tarde desocupada, convidei o meu romance ideal para o cinema e sem ter me interessado por nenhuma das opções, escolhi Três vezes amor. Tenho que admitir que não esperava algo muito bom, e me surpreendi. Não é uma comédia romantica que vai agradar a todos, mas com certeza é algo completamente diferente do comum, e muito melhor também.

A história acompanha Will Hayes (Ryan Reynolds), que ao pegar sua filha de 11 anos, Maya Hayes (Abigail Breslin) no colégio descobre que ela teve uma aula de educação sexual. A partir dai ele tem que se explicar por que os homens e mulheres vivem juntos e se separam (já que para ela o amor é eterno), além de ter que explicar o eminente divorcio com a sua atual esposa, mãe da menina. Começando pelo título “Três vezes amor” o filme não se importa em mostrar que sempre que uma pessoa está apaixonada ela acha que sua paixão é sua alma gêmea e que o acompanhará pelo resto de sua vida. Todos fazemos isso por mais tolo que seja, mas não se vê isso nos filmes. Conseqüentemente, para quebrar esse paradigma Will começa explicando à sua filha que relacionamentos “são complicados”.

A partir desse principio, ele resolve provar isso a ela, contado a história de sua vida e principais relacionamentos mudando o nome das envolvidas e pedindo que sua filha tente descobrir entre as três existentes na história, qual se tornou sua mãe. Girando em torno de três mulheres (Emily - Elizabeth Banks, April - Isla Fisher e Summer - Rachel Weisz) a história mostra os encontros e desencontros de relacionamentos comuns, onde uma mulher pode apresentar uma amiga que no futuro rouba o amor de sua vida, onde a traição pode ser perdoada com o tempo, onde você conhece pessoas que lhe encantam mas que um dos dois sempre está comprometido e o relacionamento nunca funciona, ou seja, tantas idas e e vindas e voltas e corta caminhos que acaba por se tornar real, se tornar o que realmente é, se tornar o amor.

Com um elenco competente e com uma atuação maravilhosa de Isla Fisher, ainda podemos ver Kevin Kline como um misógeno professor que não gosta das escolhas de ninguém a sua volta.

Tendo como o pano de fundo político como seu ponto mais fraco o filme se sobressai das comédias românticas habituais e se torna uma pequena peróla em um gênero mais que saturado. Mesmo que somente uma vez, eu recomendo que esse filme seja assistido.


By Pato
Ps: O que mais me chamou a atenção (e muito provavelmente me fez ir assistir esse filme) foi o título em inglês. Defenitely, Maybe é uma expressão de confusão, onde a pessoa diz que definitivamente a resposta é talvez. Também é o nome de um dos maiores álbuns do Oasis, uma banda que por mais que reclamem, eu adoro

TRAILER


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Comments:
nao sabia que filme ver.escolhi entao por tentaivas, visto que nao sou uma crente no amor escrever o seguinte "comedias roamanticas", apareceu-me est filme.passaram-se 3 dias desde que vi o trailer, ja o tinha visto antes no cinema(trailer) mas pensei mai um filmezito em que no final tudo vai dar certo e possivelmente a 1/3 do filme ja se descobre todo o desenrredo.hoje peguei de novo no titulo pesquisei e quando xeguei ao teu blog gostei da critica,bastante opinativa devo revellar, mas no entanto interessante.esperemos que seja das que axe k o filme "e agradavel".
 

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