24 setembro 2008

 

Chumbo Grosso - Edgar Wrigth



Simon Pegg, Nick Frost e Edgar Wright são, sem sombra de duvida, os amigos que mais se divertem no mundo. Pense comigo, eles fazem filmes de ação, comédia e terror (normalmente misturando os gêneros, o que faz com que eles tenham três gêneros e apenas dois filmes), daí eles pegam, tiram sarro de tudo e de todos, param para se levar a sério e fazem cenas antológicas do gênero que, aparentemente, eles estavam homenageando e tirando sarro. Agora, imagine o tanto de diversão que eles devem ter durante as filmagens.

Saindo de SitComs Britânicas, o trio, que havia começado muito bem com o magnífico “Todo mundo quase morto”, resolveu assistir todos os nossos filmes de ação favoritos e provar que aquela história, de tão absurda, poderia dar um ótimo, e extremamente engraçado, filme. Para isso, bastou fazer o que todo estúdio de Hollywood faz diariamente, criar o policial ideal, na situação menos ideal do mundo.

Resumindo a ópera, o filme funciona assim: Nicholas Angel (Simon Pegg) é o policial mais condecorado, corajoso, detentor de recordes, dedicado e odiado da força policial de Londres. Ele é odiado exatamente pelo fato de ser bom em tudo que faz. Como conseqüência desse “ódio” todo, ele é transferido pelos seus superiores (em uma cena hilária) para uma pequena cidade do interior, já que ele faz a corporação de Londres “parecer ruim” comparando-a com ele. Chegando lá ele encontra os felizes habitantes da cidade mais pacifica da Inglaterra. Chegando com toda a eficiência que ele possui ele descobre que os crimes são baixos por dois motivos, um pequenas infrações são ignoradas com um tapa na mão apenas (ou uma oferta de bolo do culpado) e mortes são consideradas acidentes.

Nesse momento ele começa a tentar provar que as mortes não são acidentes e existe um assassino a solta em Sandford, algo muito dificl de se fazer quando a única pessoa que acredita nele é o impressionável Danny Butterman (Nick Frost), filho do chefe de policia Frank Butterman (Jim Broadbent). O mais interessante é ver a reação de toda a cidade ao constatar que Nicholas é insanamente dedicado ao trabalho. Afinal, logo que ele chega na cidade ele sai para beber no Pub local (suco, sempre) e descobre alguns menores bebendo (“melhor aqui dentro que lá fora” diz o dono do Pub). Ele então leva todos eles para a delegacia e, de quebra, seu futuro parceiro. 

O desdém que o recepcionista da delegacia olha para ele (no meio da noite cheio de detentos) é impagável. Além disso, ele praticamente se nega a ajudar. Por falar nisso, o recepcionista da delegacia é uma das inúmeras pequenas piadas do filme, piadas essas que ajudam a segurar o bom humor o tempo todo.

O filme conta também com um elenco impecavelmente muito bom. O ex-007 canastrão Timothy Dalton faz um dono de supermercado que ao mesmo tempo que parece ser culpado, parece ser uma pista falsa. Enquanto isso Stuart Wilson, faz um médico que é conivente com todas as mortes, mesmo parecendo absurdas (suspeito? Será?). Por fim, Jim Broadbent, que faz ao mesmo tempo o pai amável de Danny, e o policial mais bondoso do mundo.

Contando com esse elenco impecável, e muitos outros vindos direto de “Todo mundo quase morto”, o filme mostra que sangue, violência, paródias e muito bom humor combinam muito bem, além de tirar uma de uma vez por todas, aquele gosto amargo que as paródias americanas tem deixado na minha boca (só de ver os trailers, imagina de ver os filmes).

By Pato

PS: Das inúmeras participações especiais, duas estão muito discretas, Cate Blanchet como a ex-namorada de Angel (de mascara) e Peter Jackson como o Papai Noel esfaqueador (no estilo, pisque e perca).

TRAILER


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