08 julho 2009

 

Kung Fu Panda - Mark Osborn e John Stevenson

Eu sou o tipo de pessoa que acredita que ver um filme é muito mais do que sentar e assistir. É preciso concentração, comprometimento. É preciso saber que você está investindo algumas horas da sua vida para vivenciar a chamada "magia da sétima arte". Fazer cinema é uma arte, sem dúvidas. Apreciar o cinema é uma arte também.


Esta resenha está sendo escrita pela segunda vez. Não é algo comum, para mim. A primeira era uma crítica a suoerficialidade do filme, que era curto demais e mal dublado. Tinha suas partes divertidas, mas era só isso: um filme divertido. Isso foi lá na época da estréia do filme.


Como não tinha publicado ainda, tive a oportunidade de me retratar: Kung Fu Panda é uma filme divertido e muito bom.

Começa com o panda do título vivendo uma cena de ação hilariamente narrada, com cores saturadas, traço estilizado em 2-d. "Nenhum panda foi tão amado e tão temido", ele diz. Descobrimos que tudo foi um sonho e passamos para a linda animação em 3-d da Dreamwoks. Conhecemos o Po de verdade: gordo, desajeitado, apaixonado por kung fu e ajudante na loja de macarrão do seu pai.
Sua vida muda quando o grande mestre Oogway avisa que vai escolher o Grande Dragão Guerreiro, aquele que deve ser o mais poderoso mestre kung fu de todos. Não é surpresa para nós quando o panda é escolhido, mas todos personagens do desenho ficam inconformados.
E a história é sobre a odisséia do urso para se tornar o Dragão Guerreiro, mas acaba sendo uma linda viagem para o interior dos personagens. A presença de Po faz com que os gurreiros do Palácio de Jade questionem suas vidas. Quem são, como se sentem, o que devem fazer. Tudo muda com a chegada do Panda.
Ele, por sua vez, se conhece muito bem. Jack Black no original e Lucio Mauro Filho na versão dublada fizeram um trabalho fantástico na construção do personagem. Mesmo sabendo de todas as suas limitações, Po se arrisca tentando se tornar uma pessoa completamente diferente, a pessoa que ele sempre sonhou ser, principalmente quando todos acreditam que ele não vai conseguir e não fazem questão nenhuma de esconder.
A grande mensagem do filme é um pouco óbvia, mas ainda sim muito bonita. É sobre saber quem você é e entender o que você precisa fazer para conseguir o que sempre quis. Aceitação é a palavra.
A construção do filme é boa. Embora dure apenas 92 minutos, Kung Fu Panda consegue contar a história de seus personagens sem parecer apressado. É um filme que deve ser visto mais de uma vez, pois várias piadas são muito sutis e passam despercebidas, mas são muito boas.
Um grande momento do filme é a aparição do pai de Po. Coisa de gênio.

Um grande viva para a equipe de dublagem, que contou com um elenco estrelado e competente. No original TODAS as vozes são perfeitas. Na versão dublada achei que Juliana Paes foi uma escolha ruim, de verdade. Ela pode ser uma boa atriz, mas ficou robótica como a Tigreza. Angelina Jolie é ferroz, Juliana não tem emoção. Mas não chegou a estragar. Infelizmente não ouvimos muito dos outros além de Dustin Hoffman e Jack Black. Ah, e Ian Mcshane como Tailung está muito bom mesmo. Acima da média.

E é assim que se faz um filme para crianças. Com uma história bonita contada de forma simples, bonita e engraçada, usando todos os recursos de cor, som e tudo a que se tem direito quando se faz cinema. Tudo isso pra nos fazer perceber que o mundo seria muito melhor se todos fossemos mais parecidos com um certo panda. Em tempos de desenhos infantis feitos especialmente para adultos, é legal encontrar uma coisa que agrada os dois públicos por que não trata de jovens ou velhos, mas sim da essencia do ser humano. Ou dos animais. Você entendeu!

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